O segredo dos bons alunos

Reportagem na Revista Época, desta semana, arquivo em PDF. Basta clicar no link do post.

Em comemoração ao 8 de março

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Mídia e política no Brasil

ABREU, Alzira A. de Abreu; LATTMAN-WELTMAN, Fernando e KORNIS, Mônica A. Mídia e política no Brasil. Jornalismo e ficção. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003. 184p.

Jornalistas e jornalismo econômico na transição democrática

A autora trata a mídia como um ator privilegiado do sistema político, destacando que essa visão ainda é rara nas ciências sociais. “Embora a participação da mídia em todos os acontecimentos políticos, econômicos, sociais e culturais seja incontestável, parece evidente a dificuldade de integrá-la nas análises do sistema de poder e nos estudos de práticas profissionais” (p.13). Afirma que, uma vez que as ciências sociais foram constituídas principalmente no século XIX, a base de suas teorias para explicação da sociedade privilegia parcamente os meios de comunicação.
Weber afirma a necessidade de uma sociologia da imprensa, na qual haja um interesse sobre todo o processo do fazer notícia. “É preciso se perguntar sobre a origem e a formação do jornalista moderno, e o que se espera dele” (p.14). Já afirmava sobre o papel relativo do jornalista de acordo com o partido ou a natureza do jornal, ou seja, questionava a noção de neutralidade e imparcialidade sobre a qual uma parte considerável da imprensa tenta construir sua imagem.
Objeto da pesquisa de Abreu é “analisar o perfil e a trajetória de vida dos jornalistas brasileiros em atividade nos jornais do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasíliam e entender a transição política brasileira a partir do papel desempenhado pela imprensa escrita nesse processo”. Abreu reconheceu no jornalismo econômico o vetor das mudanças que ocorreram na imprensa no regime militar e que, posteriormente, transformaram o perfil dos jornalistas e sua forma de construir a informação (p.14). Este perfil foi conformado pelas transformações do Brasil nos últimos 30 anos do século XX e que começou sua carreira em plena ditadura militar, quando não havia liberdade de expressão e a imprensa estava sob os olhos da censura dos órgãos de segurança.

Weber e a Teodicéia

WEBER, Max. Economia e sociedade. Fundamentos da sociologia compreensiva. Brasília (DF), Editora Universidade de Brasília, 1991. Vol.1, pp.279-418.

SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO

8. O problema da teodicéia (pp.350-355)

“Mas quanto mais próxima a concepção de um deus único, universal e supramundano, tanto mais facilmente surge o problema de como o poder aumentado ao infinito de semelhante deus pode ser compatível com o fato da imperfeição do mundo que ele criou e governa” (351).
Segundo Weber, a questão de uma ordem impessoal e supradivina, possuidora de sentido, esbarra com a injustiça e a imperfeição da ordem social. O problema da teodicéia está intimamente relacionado com a formação da concepção de deus e com as idéias de pecado e salvação.